27.12.09

Killifish Brasil visitando a região de Maricá

Estivemos ontem visitando os biotopos de leptolebias e nematolebias na região de Marica-RJ em companhia de um casal amigo (Vinicius e Paloma) e também killilouco.

Bom, pra começar passamos em Inoã, e visitamoso local aonde há anos atrás abundavam as l.fractifasciatus e N.papilliferus.... O pouco que resta daquele biotopo estava seco, mas creio que ainda ocorram peixes alí na estação das chuvas, apesar das imensas valas de escoamento escavadas ao redor dos terrenos (durante as chuvas aquelas ruas ficavam completamente alagadas). Há um ano atrás estive lá, mesmo depois das valas terem sido escavadas e ainda encontrei peixes, o que parece ser um bom sinal... ou um consolo... mais adiante deste biotopo encontrei outro biotopo que não conhecia, mas que segundo esse amigo meu ocorria também rivulidae ali, mas parece que as arvores que sombreavam ele foram derrubadas e restava muito pouca água. Não encontramos peixes desta vez.



Indo então para a restinga de Barra de Maricá, encontrei os biotopos de L.citrinipinnis em bom estado, mas a restinga vem sendo invadida pelos banhistas em busca do sossego daquelas praias, e havia um movimento muito grande de carros dentro daquela APA.... vi cercas em construção, parece que aquilo tudo vai ser cercado, mas parece ser um processo lento... o que importa é que os biotopos continuam lá.. verifiquei a ocorrência das leptolebias, e encontrei exemplares, ainda que na poça aonde fui (na beira da lagoa de maricá) os peixes encontram-se sempre parasitados, e isso ocorre desde que fui lá pela primeira vez há alguns anos atrás..... infelizmente na hora não me lembrei de trazer um dos exemplares para análise, apenas fotografei e soltei, mas ta aí uma pesquisa a ser feita.......




Nos outros biótopos da APA não parei pra verificar se tinham peixes, até porque é uma espécie que vem sendo criada com sucesso em cativeiro...


Depois de cruzar a restinga, prosseguimos para Ponta Negra e de lá, indo em direção a RJ-106 paramos no biotopo (uma pequena vala na beira da estrada) aonde ocorrem os rivulus janeiroensis “Ponta Negra”, e qual não foi minha surpresa descobrir que a vala foi quase que completamente aterrada, e no pouco que restou de água ainda tinham rivulus (vide fotos), peixes gato (callichthys, eu acho), poecilidae e um mussum (q o Vinícius pensou que fosse uma cobra rs).



Enfim, a situação de nossos rivulidae está cada vez mais preocupante....
Abraços!

12.10.09

Além da perereca, outro bicho raro pode atrapalhar Arco Metropolitano

Biólogo diz que brejo das pererecas em extinção também tem peixe raro.
Governo do estado vai propor construção de muro metálico na reserva.

Alba Valéria Mendonça Do G1, no Rio


Segundo biólogo, peixinho Notholebias Minimus pode dificultar a retomada da obra do Arco Metropolitano, do PAC (Foto: Divulgação/Divulgação)

Além da perereca Physalaemus soaresi, de apenas dois centímetros, outro diminuto animal, o peixinho Notholebias minimus, pode dificultar a retomada da maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio de Janeiro: o Arco Metropolitano, em Seropédica, na Região Metropolitano.

Segundo o biólogo Sérgio Potsch de Carvalho e Silva, responsável pelo laboratório de répteis e anfíbios da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o peixe também é praticamente uma exclusividade do brejo da reserva da Floresta Nacional Mário Xavier. Parte dos 77 quilômetros do arco ocupa 1,6% (cerca de 80 mil metros quadrados) da floresta.

“A perereca foi descoberta na década de 60. Pesquisas mostram que ela não existe em nenhuma outra área a não ser naquela reserva específica. Com o peixinho acontece o mesmo. A mata em si não tem grande importância científica, mas tem um significado imenso como habitat dessas espécies”, explicou Potsch.

Muro metálico como solução

Nesta quarta-feira (30), técnicos da Secretaria Estadual de Obras vão ser reunir com técnicos do Ibama e do Instituto Chico Mendes para discutir a melhor solução para preservar as pererecas e dar continuidade às obras do Arco Metropolitano.

Perereca Physalaemus soaresi tem apenas 2 cm (Foto: Cyro de Luna/Divulgação)

Ele enfatiza que a Constituição diz que todas as espécies devem ser preservadas. E vai mais além: “Precisamos continuar estudando essas espécies para saber o por quê de só existirem naquele determinado local”.

O biólogo acha que a construção do muro de metal cercando o brejo com tubulações servindo de “bichoduto” proposto pelo governo do estado para salvar as pererecas é uma medida paliativa. E que não se sabe que tipo de interferência a cerca pode representar para a colônia.

“Trata-se de uma espécie que tem uma audição muito sensível. Já imaginou a barulheira que faz os carros passando na estrada sobre a tubulação? Não sabemos como o barulho de caminhões e a intensa movimentação da obra pode interferir na vida das pererecas. E como a desova delas é uma espécie de espuma, a poeira da obra poderá contaminá-las, assim como vai cair na água onde vivem esses animais”, calculou o biólogo.

Área já foi impactada

O projeto da Secretaria Estadual de Obras prevê como solução para a preservação dos animais, a construção de uma cerca metálica isolando-os da obra. Durante as obras, segundo o subsecretário de Obras Vicente Loureiro, para diminuir os impactos ambientais nessas colônias, o terreno seria molhado para diminuir a quantidade de poeira.

“A área em questão já foi desmatada e já pagamos R$ 200 mil de indenização por ela. Acredito que essa seja a melhor solução para dar prosseguimento às obras e preservar as espécies. O manejo desses animais seria muito complicado e encareceria muito a logística da obra”, calculou Loureiro.

IN ENGLISH:

According to biologist, killifish Notholebias minimus can hinder the resumption of the work of Arco Metropolitano, the PAC (Government program to development of Brazil)

Besides the frog Physalaemus soaresi, only two inches, another small animal, the killifish Notholebias minimus, may hinder the resumption of the greatest work of the Acceleration Program (PAC) in Rio de Janeiro: Arco Metropolitano in Seropedica in the Region Metropolitan.

According to biologist Potsch Sérgio de Carvalho e Silva, head of the laboratory of reptiles and amphibians of the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), the fish is also almost exclusively a swamp of the reserve of the National Forest Mario Xavier. Part of the 77 kilometers of the arc occupies 1.6% (about 80 square meters) of forest.

"The frog was discovered in the 60's. Research shows that it does not exist in any other area unless that specific reserve. With the goldfish is the same. The forest itself has no great scientific importance, but has an immense significance as a habitat of these species, "said Potsch.

Metal wall as a solution

On Wednesday (30), Technical Secretariat of State for Works will be meeting with technicians from IBAMA and the Chico Mendes Institute to discuss the best solution to preserve frogs and continue the works of the Metropolitan Arch.

Photo: Cyro de Luna / Disclosure Photo: Cyro de Luna / Disclosure
Frog Physalaemus soaresi has only 2 cm (Photo: Cyro de Luna / Disclosure)

He emphasizes that the Constitution says that all species should be preserved. And it goes further: "We need to continue studying these species to know why there are only at a specific location.

The biologist thinks the construction of the wall surrounding the swamp metal pipes with serving as "bichoduto" proposed by the state government to save the frog is a palliative measure. And we do not know what kind of interference around may pose to the colony.

"This is a species that has a very sensitive hearing. Can you imagine the noise that makes the cars passing on the road on the pipe? We do not like the noise of trucks and intense movement of the work can interfere in the lives of frogs. And as the spawn of them is a kind of foam, the dust of the work may contaminate them, and will fall into the water where these animals live, "calculated the biologist.

Area has been impacted
The design of the State Department of Works provides a solution for the preservation of animals, the construction of a fence isolating the metal of the work. During the works, according to the Secretary of Works Vicente Loureiro, to reduce environmental impacts in these colonies, the land would be wet to reduce the amount of dust.

"The area in question has already been cleared and already paid $ 200 thousand in compensation for it. I believe this is the best solution to continue to work and preserve the species. The management of these animals would be very complicated and extremely expensive logistics of the work, estimated Loureiro.


16.8.09

Encontro de Aquaristas (e Killiloucos) em Niterói

Na Loja PET FISH em Niterói

Pra quem não conhece, a Petfish fica na:

Arrow Rua Santa Rosa, 104 loja 103 - Santa Rosa - Niterói

E como o Falcon disse, o evento ocorre no:

Arrow Sábado, 22 de agosto, das 15:00 às 18:00h.

Haverá sorteio de Killifish e Turfas.


18.8.08

ENCONTRO DO RIO

Faremos um encontro informal de killiófilos no Parque Lage, em 31/08, às 10:00 h da manhã.

O encontro é aberto a todos, mesmo para quem ainda não tem killifishes.
Venham participar de um bom bate-papo, trocar experências e fazer amigos.

O parque é muito agradável e possui um Aquário (água doce), lago, grande área de jardins, Mata Atlântica, trilhas, entrada e estacionamento gratuitos. No local ficava a sede do CENAPA (Centro de Aquariofilia e Pesquisas Ambientais), experiência importantíssima para a história da killiofilia nacional.

http://www.rioon.com/bairroseatrativos/parquelage.htm

http://www.vrio.com.br/natureza/10/parque-lage/

http://www.rio.rj.gov.br/fpj/pqlage.htm

Levem a família. Very Happy

O encontro sugere a possibilidade de trocas, e também incentiva, aos que podem, que doem um casal de killi (ou turfa) para o sorteio entre os AQUARISTAS participantes.

Avisem seus killi-amigos. Wink

Arrow Data: 31 de Agosto - próximo Domingo
Arrow Local: PARQUE LAGE - Rua Jardim Botânico, 414
Arrow Concentração: Em frente ao prédio principal (Escola de Artes Visuais)
Arrow Início: 10:00 h
Arrow Entrada: Grátis



Convite para o lançamento do livro
" Simpsonichthys e Nematolebias"
Data: 24/08
Horário: 14:hs
Local: Aquário Itaquera


Av : Jacú Pessego - Nova Trabalhadores, 1685
Cep: 08260-000 - Itaquera - São Paulo - SP
Telefone: 6525 - 8000

1.3.08

Austrolebias monstrosus "Santa María, KCA 75/08"



Excelente vídeo feito pelo nosso "hermano" Jorge Stojan, deste "peixe das nuvens" gigante!!!

Parabens a todos os envolvidos nessa "empreitada" para encontrar esta espécie!!!

10.2.08

Simpsonichthys brunoi


Aí vai um dos primeiros registros fotográficos do Simpsonichthys brunoi; peixe descrito pelo prof. Wilson Costa em 2003, oriundo de poças sazonais na localidade de Vila Boa (Goiás), aonde vive simpátrica com Simpsonichthys notatus:

5.2.08

São Francisco 2008, novo enigma...



Mais uma vez fui ao Rio São Francisco e me surpreendi
Poças com água, vegetação exuberante, clima perfeito, mas sem peixes!
Não sei como explicar, mas apesar das condições serem ideais, visitei muitas poças em que já havia encontrado peixes em anos anteriores (desde 2003) e neste ano, mesmo com água, não haviam peixes.

Os killis mais uma vez deixando mais complexo o quebra cabeças da sua ecologia...
Das mais de 10 espécies que eu iria encontrar na região, só consegui encontrar 2:
- Simpsonichthys flagelatus; e
- Cynolebias altus.
Poça de Simpsonicthys fulminantis, flagelatus e Cynolebias sp., onde não foram encontrados peixes nste ano... Jovem macho de Cynolebias altus de poça próxima de Ibotirama
Simpsonichthys flagelatus de poça próxima de Ibotirama

As chuvas na região iniciaram em dezembro, a vegetação estava densa nas poças e na paisagem geral.
Nas poças, mesmo as plantas de caule frágil apresentavam bom tamanho, inclusive nas margens, indicando que havia água já á algum tempo! Então porque não havia peixes?
Estou falando não de uma ou duas poças, mas da região que vai de Bom Jesus da Lapa até Guanambi, e mais de 30 poças, de diversas espécies.
O que pode ter ocorrido neste ano diferente dos anos anteriores?